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Filhos perfeitos, crianças tristes

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Entenda os malefícios de uma educação rígida e controladora

Filhos que são considerados perfeitos dificilmente sabem sorrir ou reconhecer a felicidade. Estão sempre ocupados, temendo cometer erros e decepcionar os pais. Reconhecimento e liberdade são como conto de fadas e o que vivenciam diariamente se resume a exigência e rigidez.

Conforme a APA (American Psychological Association) a depressão nos adolescentes é um problema bastante grave. A exigência desmedida vinda dos pais pode ocasionar facilmente baixa autoestima, ansiedade e mal-estar emocional.

É necessário ressaltar que essa exigência na infância provoca marcas irreversíveis no cérebro do adulto. O jovem cresce entendendo que nada do que ele faça é de fato suficiente, que ele jamais será competente ou alcançara a perfeição. Portanto, é fundamental cortar esse vínculo limitante que veta a capacidade do indivíduo de ser feliz.

Frequentemente ouvimos que vivemos em uma cultura onde existe falta de esforço e pouca resistência à frustração. Porém, esta constatação não é totalmente verdadeira, especialmente em tempos de crise, onde os pais procuram a “excelência” dos filhos.

Se um jovem obtém 17 valores em matemática é pressionada para alcançar 20. As suas tardes são repletas de aulas extracurriculares e seus momentos de lazer são limitados à busca de desenvolver competências. Na maioria das vezes isto resulta em crianças estressadas, esgotadas e vulneráveis.

Como pais e educadores, precisamos levar em consideração que educar os nossos filhos na cultura do esforço tem um limite. É preciso entender que não há como criar um filho saudável sem amor, paciência e compreensão.

A questão é que filhos perfeitos serão crianças tristes que evidenciarão as seguintes questões:

Dependência e passividade

Uma criança que cresce recebendo muitas ordens deixa de decidir por conta própria. Desta forma, ela irá procurar sempre a aprovação dos outros e perderá a sua espontaneidade e a sua liberdade pessoal.

Falta de emotividade

Filhos perfeitos retalham as suas próprias emoções para que se torne menos doloroso se ajustarem ao que “tem que ser feito” e toda essa pressão emocional.

Baixa autoestima

A pressão de precisar ser perfeito resulta em frustração, rancor e mal-estar interior. Além disso, como eles nunca conseguem atingir resultados satisfatórios na visão de seus mentores, eles acabam descreditando de si mesmos.

Pais exigentes

Educar “filhos perfeitos” é uma forma de direcionar a criança a infelicidade e fracasso pessoal. A pressão da exigência irá acompanhá-las sempre, especialmente se esta pressão vier acompanhada de desvalorização, ausência de estímulos positivos e de afeto.

Pais que são muito exigentes e excessivamente críticos normalmente apresentam uma personalidade insegura, que os faz precisar se sentir sob o controle de tudo e todos. Eles limitam o desenvolvimento dos filhos conforme as suas necessidades e desejos, lidando com eles como se fossem marionetes.

Pais exigente e autoritário levam um estilo de vida rigoroso, com horários definidos e invioláveis. Distribui regras e decisões que prometem economizar tempo e tentam convencer os filhos como frases como “eu sei que é melhor para ti”, ou “porque eu sou o teu pai/mãe”.

A questão é que educar é exercer uma autoridade, porém com bom senso. É saber usar o afeto como antídoto e a comunicação como estratégia.

Fonte: uptokids