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Projeto desenvolvido em Viamão – RS cria respirador de baixo custo a partir de lixo eletrônico

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Em Viamão, cidade localizada na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um grupo de pesquisadores resolveu se reunir para vencer um desafio: trazer sucata de volta à vida para salvar vidas.

Tendo esse objetivo em vista, uma equipe de 10 pessoas projetou e construiu um ventilador pulmonar, popularmente chamado de respirador artificial, utilizando apenas materiais recicláveis. Dentre os integrantes dessa equipe estão alunos, ex-alunos da área de Tecnologia da Informação, médicos, enfermeiros e profissionais da comunicação. Durante uma semana essas pessoas ficaram envolvidas com o projeto.

O time contou com o conhecimento transmitido através de uma palestra virtual com profissionais de Saúde de Santa Catarina sobre design e funcionamento de respiradores padrões do mercado. O protótipo final atende os parâmetros de controle de frequência respiratória e de volume de oxigênio certificados internacionalmente por órgãos de Saúde.

No sábado (2) e domingo (3) a Cooperativa Viamonense de Catadores e Recicladores (Coovir) recebeu a ação, batizada de Virada Tecnológica. No Ecoponto da Cooperativa funciona o Museu do Lixo, espaço ideal para a captação da matéria-prima necessária para a produção do equipamento.

O projeto também contou com o apoio da Associação dos Recicladores de Viamão (ARV).

CUSTOS

Como se trata de reutilização de resíduo eletrônico, o produto final tem baixíssimo custo de produção. A programação das funções foi realizada no sistema opensource (código aberto), o que, segundos os pesquisadores, permite que a ideia seja replicada.

– Buscamos assim que o respirador proposto possa servir de alternativa a regiões do Brasil e do mundo que não possuam acesso a essa tecnologia por conta do alto custo e baixa disponibilidade atual em função do coronavírus – explica Carlos Rocha, da ARV Viamão, e Rodrigo Barreto, líder técnico do projeto e professor responsável pelo centro de pesquisa da QI.

Barreto destaca que o protótipo é um modelo de respirador voltado para quadros onde o paciente ainda tem algum movimento no pulmão. O produto não é indicado para casos mais graves, quando o sistema de saúde entra em colapso. Ao ser usado para casos mais simples, evita que a doença progrida e faça necessário o uso de equipamentos mais complexos e caros.

— Esse tipo de respirador que tentamos reproduzir é um equipamento mais simples, mas tão importante quanto, porque o paciente de um caso médio, que não é grave, que ainda não está na UTI, que ainda mantém os movimentos do pulmão, concorre pelos usos dos equipamentos do hospital e pelos profissionais de saúde.

BUSCA POR APOIO

Os organizadores do projeto buscam parcerias para dar continuidade nessa tecnologia que ajudaria muitas pessoas. Você pode ajudá-los com captação de recursos ou fornecendo resíduos tecnológicos e outros materiais recicláveis a Cooperativa do município.

Interessados em colaborar podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].

Texto originalmente publicado em diariodeviamao e adaptado pela equipe do blog Educadores.