Início Destaque Falar sobre a morte pode nos fazer viver uma vida mais plena

Falar sobre a morte pode nos fazer viver uma vida mais plena

197
0

Para muitas pessoas, falar da morte é algo ruim e que deve ser evitado. Quando o assunto surge, essas pessoas geralmente pedem para mudar de assunto. Mas por qual razão devemos evitar conversar sobre a única certeza da vida?

É importante aceitar que a morte faz parte da vida. E no nosso tempo isso não é discutido com a maturidade que merece. Precisamos falar mais sobre a morte, pois essas conversas podem, paradoxalmente, nos fazer viver uma vida melhor. E aqui estão três razões principais pelas quais essa conexão existe.

3 razões pelas quais falar sobre a morte pode nos fazer viver uma vida melhor

Organizamos situações de emergência

Falando sobre a morte, podemos planejar e organizar um plano de cuidado para nós mesmos em casos difíceis (como onde gostaríamos de passar nossos últimos dias, como vamos lidar com uma doença grave, se ela ocorrer, etc.).

Alguns garantem o direito de uso de seus dados online a uma pessoa de confiança, em caso de morte. Outros informam à família o que desejam fazer pouco antes e pouco depois de sua morte. Esses procedimentos podem fornecer alívio.

Permite-nos desfrutar dos pequenos momentos

Viver com a sensação de que a vida não é eterna, todos os dias, revela-se uma ferramenta extremamente útil para a felicidade. Isso nos ajuda a lembrar que são as pequenas coisas da vida que contam. Um belo pôr do sol ou uma excursão única, tudo o que costumamos dar como certo.

Podemos nos conectar com nossos entes queridos em um nível mais profundo

Falar sobre a morte pode ser uma conversa psicologicamente difícil. Há uma razão para este tópico não aparecer na agenda diária. Mas ir um pouco contra essa cultura nos permite nos conectar com nossos entes queridos – talvez de uma forma que nunca vimos antes. Compartilhamos essa experiência humana comum e nos conectamos, mesmo por meio do humor. 

Talvez seja hora de mudar a narrativa sobre a morte. Não acha?

Texto originalmente publicado em enallaktikidrasi e adaptado pela equipe do blog Educadores.