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Disney decide retirar Sete Anões da história da Branca de Neve para não ofender pessoas com nanismo

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A ideia da produção é substituir os Sete Anões da trama, por “criaturas mágicas”. O objetivo dos estúdios é não reforçar os estereótipos do nanismo porque a ideia pode parecer ofensiva para os anões.

A Disney, inclusive, quer recriar os personagens que representam os anões, consultando membros da comunidade do nanismo.

Lembrando que o nanismo é uma condição genética que afeta o crescimento dos ossos, e a pessoa fica com uma estatura inferior a 1,40m.

O nanismo pode afetar mulheres e homens indistintamente que, salvo raríssimas exceções, mantêm a capacidade intelectual preservada e podem levar vida normal e de boa qualidade. Em muitas situações, porém, as pessoas com nanismo são obrigadas a lidar com o preconceito e a discriminação social e a contornar as dificuldades de acesso em ambientes preparados para receber pessoas mais altas. Por isso, muitas vezes, precisam de ajuda para realizar tarefas simples, como utilizar o caixa eletrônico, e transporte público, por exemplo, e alcançar os produtos nas prateleiras de supermercado.

O novo filme da “Branca de Neve” está previsto para estrear ainda neste ano.

A Disney anunciou que a nova versão da história da “Branca de Neve” vai ser bem diferente da original, conhecida pelo público.

Até que ponto os desenhos clássicos serão modificados? Lançado há 80 anos, em 1937, o filme Branca de Neve e os Sete Anões marca o nascimento do império de Walt Disney, indica o futuro do cinema de animação e agrega cores, sons e valores à cultura pop mundial.

Foi com “Branca de Neve e os Sete Anões” que o mundo viu de maneira mais ampla a realização de um sonho de Walt Disney, e em 1938 foi consagrado de vez como um visionário único, firmando as bases de tudo que os estúdios com seu nome representam até hoje.

Adaptada do conto clássico dos irmãos Grimm em 1800, a história precisou de uma uma mesa de oito roteiristas.

Branca de Neve | Irmãos Grimm | 1812

Porém, seu valor histórico e sua importância para a indústria de entretenimento em si é imensurável. “Branca de Neve e os Sete Anões” não é uma obra pra se ter na estante, como um clássico que só é lembrado em estudos, mas continua uma obra viva, que cativa e encanta gerações de pais, filhos e filhos dos filhos.

Se existem hoje em dia dezenas de longas animados, todos vistos como “normais”, é porque lá atrás a loucura de se fazer um único deles escancarou as portas de Hollywood para eles. Por isso, cada obra posterior vem com um obrigado, de forma velada, graças à esta loucura que Walt Disney cometeu ao tornar seu maior desafio um filme imortal.

Curiosidades: Os anões só possuem nomes por causa do filme. O conto original dos irmãos Grimm nunca os nomeou.

Resta saber: Os contos de fadas clássicos devem ser modificados por causa do politicamente correto? Só consigo pensar em todas as outras obras clássicas que “ofendem” algo ou alguém.