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Ciência comprova que morrer de amor é possível

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A dor da alma reflete no corpo

Já se foi o tempo em que dizer que “morrer de amor” é bobagem ou que é impossível. Cientistas alemães descobriram que os traumas emocionais causados pela perda de um amor verdadeiro, seja ocasionado pela morte deste, seja pela separação em vida, inclusive de um ente amado, pode desencadear um estado catastrófico letal no corpo. Este estado de tristeza foi denominado de “síndrome do coração partido”.

Esta síndrome é capaz de fazer o organismo produzir altos índices hormonais relacionados ao estresse, como a adrenalina e o cortisol. O excesso destes hormônios acaba por entupir as artérias coronárias e acaba prejudicando radicalmente a circulação sanguínea. Sendo assim, as chances de sofrer acidentes vasculares cerebrais, ou infarto, aumentam consideravelmente. Ou seja, a pessoa fica tão triste que o próprio organismo entra em colapso, fazendo com que ela possa sofrer uma parada cardíaca, o que, por consequência, faz com que o cérebro e o resto do corpo não recebam oxigênio.

Quem sofre com a síndrome do coração partido experimenta sintomas similares com os do infarto. O indivíduo tem dificuldade em respirar, fraqueza e dores no peito. A carga emocional das pessoas que lidam com esta síndrome é gigantesca e seus corações, sem a circulação sanguínea, ressecam e quebram, literalmente.

Já faz tempo que os médicos têm conhecimento de que o estresse gerado pelo luto é capaz de desencadear problemas cardiovasculares. Inclusive, estudos apontaram que o risco de sofrer um ataque cardíaco aumenta em 10 vezes nas 48 horas após a morte de um ente querido. Porém, estes casos ocorreram com pacientes que já haviam problemas cardíacos antes do ocorrido.

De qualquer forma, a tristeza gerada pela dor da perda de um amor é capaz de matar. Por isso é importante que ajuda médica seja procurada quando se entender necessário. O luto, a tristeza, não são sentimentos a serem banalizados.