Início Bem estar Ansiedade social na adolescência: um transtorno incapacitante que requer ajuda profissional.

Ansiedade social na adolescência: um transtorno incapacitante que requer ajuda profissional.

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Entenda mais sobre a ansiedade social na adolescência

A fase da adolescência está bastante associada à sociabilidade e amizades. Durante esta etapa o jovem começa a construir sua independência e começa a se encontrar socialmente. Porém, existem adolescentes que enfrentam muitas dificuldades em participar de interações sociais.

O que é ansiedade social?

Ansiedade social é o nome dado ao medo intenso e irracional de situações sociais, que causam ansiedade e repulsa.

Além do mais, o distúrbio normalmente é acompanhado de sintomas fisiológicos, como palpitações, falta de ar, embrulho no estômago ou rubor facial.

A ansiedade social, em geral, surge no início da adolescência. O desconforto social gerado pela ansiedade pode ocasionar graves problemas no futuro.

Por que a ansiedade social surge na adolescência?

Há muitos fatores que envolvem o aparecimento desta condição. Apesar de poder ser algo hereditário, isso não é tão decisivo quanto os componentes que discutiremos a seguir:

Baixa auto-estima

Um autoconceito pobre está na base de muitos dos casos de fobia social. O adolescente que tem de si mesmo uma autoimagem negativa, que não sabe se valorizar, está mais exposto à necessidade de aprovação externa e, sendo assim, está mais suscetível ao medo de ser rejeitado.

Falta de habilidades sociais

Em muitas situações, a falta de recursos necessários para interação social da forma adequada pode fazer com que suas interações sociais sejam inadequadas e desagradáveis. Dessa maneira, é possível que surjam vergonha e medo de ter que se socializar novamente.

Ansiedade excessiva

Isso pode acontecer com jovens que têm habilidades sociais adequadas. Porém, o nível de ansiedade que vivenciam ao interagir com outras pessoas é tão alto que imobiliza a sua capacidade de usar seus recursos.

Alta autoconsciência

Um dos principais problemas desse transtorno é que as pessoas possuem uma consciência exagerada de seus próprios gestos, movimentos e ações. Eles focam toda a sua atenção em si mesmos e na busca de evitar fazer papel de bobo e, por isso, acabam não prestando atenção ao seu interlocutor. Dessa maneira, a interação não é fluida e sua ansiedade cresce.

Comportamentos de prevenção e segurança

Este é um fator chave que perpetua o transtorno. O jovem que sofre com fobia social pode tentar evitar interações sociais ou a usar certos comportamentos de fuga, como não olhar nos olhos ou passar despercebido. A curto prazo, essas atitudes reduzem ou eliminam sua ansiedade, porém, a longo prazo, fortalecem a ideia em sua mente de que interagir é algo ruim.

Por isso, se caso o adolescente estiver apresentando sintomas de ansiedade social, é importante procurar um especialista para tratar o problema e, assim, evitar que isso cause problemas futuros.

Fonte: eresmama