Início Bem estar 7 regras para criar uma criança com autoestima saudável

7 regras para criar uma criança com autoestima saudável

412
0

A autoestima é uma base importante da personalidade. Através dela é que temos alguns estímulos – positivos ou negativos – que nos influencia no modo como enxergamos a vida.

Por isso é bastante importante que eduquemos as crianças para que tenham uma autoestima saudável. Vamos mostrar hoje 8 formas de você fazer isso.

O pedagogo Germain Duclos, em seu livro « Autoestima para o resgate! «, Explica aos pais como ajudar os filhos a obter bons resultados na escola, no desporto e na vida em geral.

Algumas das ideias do seu livro são:

1. Ensine a seu filho que ele tem o poder de agir

Explique a seu filho que os resultados não são mágicos, mas que há uma conexão lógica entre como ele se comporta e o resultado final que obterá.

Para ter resultados positivos na escola, ele deve estudar, se dedicar, ser autônomo e responsável. Em outros campos da vida também!

2. Ajude-o a melhorar o atendimento

Se seu filho não está indo bem na escola, ele pode não ser cuidadoso na escola e precisa prestar mais atenção. Se for esse o problema, evite culpá-los. Fale com ele e encontre estratégias para superar essa dificuldade.

Mas não seja muito generalista: especifique formas de ele melhorar seu rendimento. Dê a ele dicas precisas – como fazer uma lista das coisas que tiram a atenção dele – e depois dê o feedback sobre o esforço que ele está fazendo para melhorar, mesmo que os resultados ainda não tenham aparecido.

3. Motive-o

Recompensas, promessas ou punições são totalmente ineficazes para motivar uma criança a melhorar na escola. A criança deve encontrar em si mesma o prazer de fazer bem e de ter sucesso. O que você pode fazer é tentar encorajar o nascimento dessa motivação.

Para isso, você pode incentivar ele a praticar aquilo que está aprendendo – por exemplo, escrever uma carta para um amigo, ler uma receita, contar o valor total das compras. Isso irá estimular o aprendizado e garantirá, a ele, que o que está aprendendo é, de fato, aplicável na vida dele.

4. Incentive-o a encontrar seu método de estudo

Quando ele tiver que fazer sua lição de casa, ajude-o a encontrar o método de estudo que melhor se adapta ao seu caráter e seu tipo de inteligência. Diferente do que muitos pensam, cada um tem uma forma de estudar e não existe uma regra que se aplica da mesma forma para todos.

Deixe-o mover-se pela sala, se for uma criança mais agitada. Sugira que faça padrões e imagens, que utilize cores, se for uma criança mais visual. Caso ele ame a matemática, mostre a lógica das tarefas, a ordem e a repetição delas. E repetir a lição em voz alta, caso tenha uma inteligência mais lingüística.

5. Autonomia e senso de responsabilidade

A autonomia é fundamental para o desenvolvimento da criança e para o estabelecimento de uma autoestima saudável. Para desenvolvê-lo, é fundamental evitar sua superproteção. A superproteção impede a autonomia e mantém a criança em estado de dependência.

Todo gesto que um pai faz no lugar do filho, quando ele tem a possibilidade de agir, prejudica sua autonomia. Você deve encorajar seu filho a sentir que ele é o único responsável. 

6. Nunca culpe o professor

Acostumar-se com responsabilidades também significa que se você bagunçar na escola não tem que culpar os professores, com frases como: ” Você tem dificuldade porque o professor não explica bem “.

Se o professor é um problema, discuta-o diretamente com o professor. Você pode dizer ao seu filho: “ Você não pode mudar de professor, mas o que pode fazer? «.

Lembre-se que a criança precisa ser a protagonista dos seus atos. Quando você culpa o professor, você tira a responsabilidade e o comprometimento que seu filho deveria ter com as coisas dele.

8. Apoie-o após um acidente

Se a criança é criticada verbalmente, talvez ela se veja como estúpida, depois de um fracasso, você deve intervir imediatamente: sinta empatia e mostre a ela que você entende seu desânimo.

Jamais despreze os sentimentos dos seus filhos! Mesmo sendo crianças, mesmo que você enxergue as razões deles como “besteiras”, saiba que não são. Crianças, adolescentes, assim como você, também possuem sentimentos. E esses sentimentos são reais! Eles merecem ser valorizados!

Escute seu filho, valorize o sentimento dele, e auxilie quando ocorrer algum erro. Isso fará com que ele confie em você, e aprenderá que, mesmo errando, poderá concertar e seguir em frente – algo que é fundamental no ser humano.

Texto originalmente publicado em menteasombrosa e adaptado pela equipe do blog Educadores.