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68% dos professores defendem que volta às aulas deve ocorrer apenas após surgimento de vacina

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O Sinteam – Sindicado dos Trabalhadores de Educação do Amazonas divulgou nota no último dia 15 defendendo a criação de uma comissão que discuta a retomada das aulas presenciais.  Segundo a presidente do Sindicato Ana Cristina Rodrigues, a comissão deve ser formada por especialistas da área da saúde em conjunto com representantes das secretarias de Educação, do Conselho Estadual de Educação e do Ministério Público do Estado.

Ana Cristina afirma que há preocupação com o retorno das aulas presenciais a partir do momento em que o governo começa a anunciar essa retomada.  Essa preocupação, segundo ela, se dá principalmente em cidades do interior onde não há estrutura suficiente para tratar doentes, as salas de aula são lotadas e não há higienização nas escolas. Ela questiona como, dessa maneira, poderá ser garantida a segurança dos trabalhadores e alunos. Segundo ela, o governo impõe e pouco se abre ao diálogo para que essas questões sejam expostas.

O sindicato realizou uma pesquisa entre os trabalhadores da educação e concluiu que mais de 60% deles tiveram algum familiar contaminado com o novo coronavírus. A pesquisa foi realizada com professores, pedagogos, merendeiros, auxiliares administrativos, gestores, e outros trabalhadores de 45 municípios. Além disso, mais de 55% daqueles que responderam a pesquisa diz em fazer parte de grupos de risco enquanto 19,7% afirmam que perderam familiares para o novo vírus.

A consulta também constou com perguntas sobre as aulas a distância. A maioria das respostas indicou que o isolamento social começou no dia 17 de março. Quase 23% tiveram que ir à escola durante o isolamento,90,5% atenderam alunos por aplicativo de celular, sendo que 86,55% fora do horário de trabalho.

Quando questionados sobre a possibilidade de retomar as aulas presenciais, 84,6% das pessoas entrevistadas acreditam que é fundamental o uso de máscaras e de álcool gel para o retorno das aulas. Já 77,2% defendem o distanciamento na sala de aula com o revezamento de alunos; enquanto 68,2% preferem manter aulas on-line.

Quando questionados sobre a vacina, 68% defendem retomar as aulas somente após a descoberta da mesma, enquanto outros 63,3% acreditam ser necessário ter vagas nas unidades de saúde.

“Vivemos um momento da história, que jamais imaginávamos que haveria. Hoje, defender a vida torna-se primordial para nós trabalhadores e trabalhadoras“, concluiu Ana Cristina.

Texto originalmente publicado em estadopolitico e adaptado pela equipe do blog Educadores.